Chico inédito. Chico eterno!
Que tal comemorar o #diadoamigo com boa música? Hoje acontece o lançamento oficial de Chico, o novo álbum do compositor Chico Buarque que contou com uma estratégia de divulgação inédita, até então, na carreira do músico: o novo trabalho foi revelado gradativamente e online através do site Chico Bastidores, que dava direito à pré-venda e vídeos exclusivos dirigidos pelo jornalista Bruno Natal.
Para quem não lembra, o Bruno, que também é um dos idealizadores do Queremos e responsável pelo portal URBe, já passou por aqui (vale rever!). Hoje, ele conversa com a gente sobre como foi estar à frente de uma experiência nova na carreira de um dos nomes mais renomados da música brasileira. Bombou!
Eclectic: Bruno, em 2006, você dirigiu o documentário “Desconstrução”, que registrou os bastidores do álbum Carioca. Como a sua relação profissional com o Chico começou?
Bruno: Começou exatamente nesse documentário, em 2006. Meu amigo (e sócio no Queremos) era o produtor executivo da Biscoito Fino na época e quando ele me falou que o Chico ia gravar lá, pedi pra dar um jeito de apresentar um projeto. Convesei com o empresário dele, Vínicius França, que topou a ideia de registrar as gravações. Não sabíamos nem para que estávamos filmando. O documentário surgiu no processo, quando percebi a intimidade dos registros. O Chico nunca havia sido filmado em estúdio.
E: Como surgiu a idéia e a necessidade de realizar online o lançamento de “Chico” e qual é a importância de participar tão ativamente desse projeto que propõe um formato de lançamento inédito na carreira do cantor?
B: Não fazia muito sentido repetir o projeto anterior, registrando as gravações novamente. Isso já havia sido feito. De 2006 para cá, muita coisa mudou na rede e surgiram possibilidades que antes não exisitiam: a rede se tornou mais social, a qualidade das conexões melhorou muito e a realidade digital se consolidou ainda mais. Não chega nem a ser uma escolha, é uma obrigação estar online. Dentro desse contexto, foi pensar como fazer uma ação que se adequasse ao público do Chico, sem forçar a barra. É muito gratificante ver um projeto desse tamanho funcionando. Repercutiu bastante e o disco já está bem conhecido antes mesmo de estar disponível.
E: Hoje, no dia do lançamento, quem já comprou o disco tem acesso a um documentário exclusivo com todas as etapas do projeto, dirigido por você. Como foi desenvolvido esse processo criativo e qual sua maior preocupação na hora de colocá-lo em prática?
B: Fazer um documentário é sempre um exercício de entender o que o material filmado tem pra dizer. Não é papo esotérico, é questão de as coisas acontecerem mesmo. Vendo e revendo, acredito que tem uma historinha ali que não está tão revelada, ao menos não de maneira óbvia.
E: Você acredita que a adoção desse modelo de venda online é um combate efetivo à pirataria?
B: Depende do que se entende por pirataria. Cópias clandestinas sempre existiram e sempre vão existir. O compartilhamento digital é uma história um pouco mais complexa. Até que ponto essa trocas não impulsionam as vendas? Não se sabe ao certo ainda. Fato é que o jogo mudou e hoje ele acontece online. Não sei se ele combate a pirataria, provavelmente não. No caso do “Chico: Bastidores”, gera uma relação mais próxima com o disco. Acabo gostando bastante de todos os discos que filmei por estar bem inserido em todo processo, tendo um entendimento diferente… Esse era o objetivo do projeto e acho que conseguimos atingi-lo.
É claro que conseguiram, Bruno!
E para quem, assim como nós, é fã do Chico, tem mais um presentinho nesta quarta: trata-se do pocket show de lançamento do cantor, que será transmitido ao vivo, a partir das 16h, através do “Chico: Bastidores“. Imperdível!


