Meninas, vocês lembram da foto vencedora da promoção  “Liberté”? A  Suzana que ganhou a nossa mala linda conta um pouco mais para a gente sobre  o Salar de Uyuni!

” Parece mentira, mas não é…

   Após 5 dias de aventuras pelo deserto do Atacama no Chile, estávamos na hora de partir para aquele que seria o lugar mais surreal de toda a viagem, a minha tão esperada “folha de papel em branco”, o Salar de Uyuni na Bolívia. Fechamos uma excursão com uma das muitas agências, uma viagem de três dias do Atacama até o Uyuni ou se você preferir de quatro dias, voltando de lá para o Chile.

Dia 21 de fevereiro às 8h da manhã estávamos na porta da agência de onde sairia um micro ônibus que nos levaria até a fronteira com a Bolívia. E onde tomaríamos nosso café da manhã a 4.400 metros de altitude junto com os outros turistas que nos acompanhariam nesta viagem. Alemães, franceses, brasileiros, chilenos, pessoas de diversos lugares do mundo ansiosos para conhecer o maior deserto de sal do planeta! O grupo consistia em mais ou menos 23 pessoas e ele foi dividido por quatro. Eu e o meu namorado com mais 4 brasileiras passaríamos os próximos 3 dias atravessando o deserto junto com o José, o nosso motorista super animado. Roupa de banho, toalha e tudo que você irá precisar tem que estar à mão, porque as malas vão em cima do carro e só poderíamos pegá-las ao chegar no alojamento.

Neste dia conhecemos a “Laguna Blanca” e “Laguna Verde” aos pés do vulcão “Licancabur”, paramos nas piscinas de águas termais no deserto de Dali e nos geyses Sol de Manãna onde as fumarolas ficam ativas durante todos os dias. Chegamos ao alojamento onde arrumamos nossas coisas, almoçamos e partimos pra Laguna Colorada, com mais de 30.000 flamingos!!! Depois voltamos para o alojamento para dormir.


Segundo dia, a viagem continua, às 8h da manhã, visitamos o deserto de Sioli com formações rochosas causadas pelo vento, também renderam ótimas fotos. Laguna Honda, Chiarcota e Cañapa, O Salar de Chiguana do povoado de San Juan onde paramos para almoçar. Muito  frio e chuva fininha, dava pra ver uma tempestade que iria se formar e ao redor muitos flamingos. Depois do almoço seguimos para nosso segundo alojamento, o Hotel de Sal, às margens do Salar. Banho quente e um jantar acompanhado de um delicioso vinho chileno, hora de dormir e recarregar as baterias para o tão esperado destino.

Terceiro dia, o Grande dia! Empolgada para fotografar, separo roupas coloridas pra brincar de desenhar no grande Salar. Às oito horas iríamos partir, no meio do caminho o deserto começa a ficar branco e depois mais branco é tudo o que se conseguia ver. Primeira parada no meio do Salar, na Ilha Huasi ou Ilha do Pescados, uma formação rochosa com corais, conchas e uma floresta de cactos gigantes, demos uma volta na Ilha e do alto dela podemos ver tudo ficando pequenininho, sumindo na imensidão branca. Paramos para fotografar mais e mais, depois mais duas paradas, uma no museu de sal, antigo hotel de sal no meio do deserto, onde também há um monumento com as bandeiras dos Países que mais visitaram o Salar, é claro, nossa bandeirinha verde e amarela estava lá. Outra parada em um dos  pontos mais espelhados do Salar, isso acontece por causa da época de chuvas, o Salar vira um grande espelho, refletindo o céu azul o dia todo no espelho d’água no chão. Paramos em um povoado para almoçar, em seguida no cemitério de trens a caminho da cidade de Uyuni onde ficam os turistas que não voltariam para o Chile.

É tão difícil descrever todos esses lugares surreais do Salar, mesmo com muitas fotos, nada pode ser comparado quando se pode ver com os próprios olhos! Destino Super recomendado! Todos podem encarar, até os menos aventureiros.”