Opa! Hoje, como de costume, vamos indicar as nossas programações para este final de semana. Quem curte a arte do grafite, não pode perder a instalação do novo personagem do grafiteiro Tomaz Viana, o Toz, intitulado Insônia. Os quadros, que brilham no escuro, marcam o início de uma nova etapa na obra do grafiteiro, que passa a trabalhar com nova cartela de cores. O trabalho de Toz é famoso pela criação de personagens. É surreal! Supervale uma visita!

Onde, quando e quanto? Galeria Movimento / Terça a sexta, 12h às 19h; Sábado, 12h às 18h (durante todo o mês de dezembro) / Grátis

A música também ganha destaque neste sábado. O cantor e compositor Nando Reis se apresenta na Fundição Progresso com o show “Bailão do Ruivão”, projeto que reúne músicas nacionais e internacionais que fazem parte do imaginário musical do Nando.



Além de apresentar ao público uma sonoridade mais dançante com diferentes combinações de gêneros, o cantor traz uma supernovidade que promete conquistar o público: a banda Zafenate, responsável pelo show de abertura do evento. Para quem ainda não conhece o som cheio de personalidade dos meninos, vale a pena ouvir. Eles têm ganhado cada vez mais destaque na mídia, já abriram shows conceituadíssimos, como o do cantor Mano Chao, e transmitem ao público mensagens de amor, protesto, espiritualidade e política com propriedade, sem cair no clichê.

Theodoro Reis, vocalista do grupo e filho do Nando, e Lucas Ciola, guitarra e vocal, conversaram com a gente sobre a expectativa para o primeiro show no Rio de Janeiro, a ligação que têm com a natureza e a influência que o Nando exerce na formação artística de Theo e da Zafenate. Preparados? Então é só ler e marcar presença amanhã Fundição. A gente indica!

Eclectic: Meninos, quais as expectativas para o show de amanhã, no Rio de Janeiro? É a primeira vez que se apresentam na cidade, certo?
Theodoro Reis: É a primeira vez que vamos tocar no Rio e estamos muito animados. A expectativa é grande, a cidade é um pólo de produção cultural e a história da música brasileira passa por aqui, acredito que será uma grande noite. Além de tudo o Rio ferve nessa época que vai de Dezembro até o carnaval, tem muita coisa acontecendo, é uma energia intensa. Espero que possamos catalizar tudo isso e fazer um grande show.

Eclectic: O nome “Zafenate” significa “preservador da vida”. Qual a relação de vocês com as questões ambientais e sustentáveis, fundamentais para a vida? Existe essa relação?

Lucas Ciola: Zafenate é também o nome que faraó dá a José, quando ele interpreta o sonho das sete vacas gordas (que indicavam sete anos de fartura) e sete vacas magras (indicando sete anos de miséria). É possível dizer que hoje vivemos simultaneamente a fartura e a miséria, visto que a tecnologia permite altos índices de produtividade, mas não garante sua distribuição. Tudo isso nos remete a repensar nossa forma de interação com os outros seres vivos, bem como os recursos naturais disponíveis na direção da construção de uma cultura permanente e sustentável, em oposição à cultura degradante e descartável. A Banda Zafenate busca fazer sua parte nesse processo, dando voz aos movimentos Agroecológicos e Ambientais, através da música, e atuando lado a lado com eles – especialmente por meio de atividades de Educação Ambiental e Agricultura Urbana, em parceria com diversos grupos, como o Eparreh, Som Mozum e Rede APA.

Eclectic: Theodoro, qual a importância de dividir o palco com seu pai e como a arte dele influencia na sua carreira e no dia a dia da banda, do ponto de vista musical.

Theodoro Reis: Dividir o palco com o meu pai é sempre emocionante, cresci vendo ele tocar e hoje estou no mesmo caminho. Tudo o que sei sobre música é influência dele, desde os discos que conheci em casa até o instrumento que eu toco, que é também o violão. Por muitos anos, o Zafenate ensaiou na garagem da casa dele e até hoje fazemos reciclagem do equipamento que os Infernais não utilizam mais. Já abrimos algumas vezes o show deles e há uma relação bem próxima entre as bandas. Quem for ao show amanhã, vai poder conferir duas gerações de uma mesma linhagem, com suas continuidades e rupturas, promete ser uma grande noite.

Opa! O convite foi feito. Alguém é bobo de perder? O portão da Fundição abre às 22h para o público e os ingressos custam R$60 (estudante ou quem levar 1kg de alimento paga meia-entrada).

Valeu, meninos!