Hoje, 25 de julho, é o dia do Escritor. Para comemorar à altura e homenagear a todos os nossos “artistas das palavras”, o Blog da Eclectic conversou com a escritora, compositora e publicitária Fernanda Mello, dona de um talento nato e discursos cativantes. A mineira contou sobre o início da sua carreira, a relação com a banda Jota Quest e os desafios que um escritor enfrenta, hoje, no Brasil para ser reconhecido. Quer saber mais? Leia a matéria na íntegra e ainda concorra ao livro da Fê “Princesa de Rua” (informações abaixo). Com certeza, você já cantou muuuuito as palavras dela!

Tudo começou cedo, assim, como quem não quer nada – já querendo muito. Desde o primário, Fernanda escrevia poemas, inventava letras e encarava o desafio de dizer o que muitos não tinham coragem. Em 2003, criou o Blog “Coração na Boca” com o objetivo de registrar suas crônicas e contos, sem perdê-los por ai. O endereço virou a casa preferida das meninas que se identificam com seus textos:
“Nunca fiz planos para ser compositora e escritora. Tudo foi acontecendo aos poucos. Quando prestei vestibular, tive a certeza de que queria algo relacionado à escrita. Optei por publicidade. Depois que a primeira música minha foi gravada e as crônicas começaram a ser lidas, fiquei mais segura e encarei a atividade como profissão, de fato”, revela.
Para quem ainda não associou o nome ao som, pode ter certeza de que já ouviu – e muito – as composições dessa mineira. Só para a banda Jota Quest, Fernanda emplacou três grandes sucessos: “Só Hoje”, “Mais uma Vez” e a eterna “O que eu também não entendo”. A relação com o grupo foi fundamental na carreira da escritora:
“A partir disso, aprendi a não ter medo de expor meu trabalho. No começo, me censurava muito. Depois da primeira letra gravada, vi o quanto algumas pessoas se identificavam com as minhas palavras e parei de me preocupar. Não era tão assustador assim. O fato de ter letras tocadas por uma banda como o Jota Quest fez meu blog e meus textos ficarem mais conhecidos e isso facilitou a divulgação do meu trabalho. Letra, música e poesias são uma espécie de comunhão entre as pessoas e isso é muito mais importante que qualquer medo”, enfatiza.
Fernanda se considera uma pessoa de sorte e tem todo o direito pra isso. Recebe constantemente o feedback de seus leitores, o que a auxilia na direção dos próximos trabalhos, e ama o que faz, ponto que considera chave para quem quer iniciar na profissão. Segundo a própria, escrever é exercício e deve ser visto como uma prática, acima de tudo, prazerosa:
“É preciso gostar e se identificar com as palavras. Ver o ato da escrita como uma necessidade e um prazer, senão fica vazio e perde o sentido”, define.
Em 2009, ela lançou o seu primeiro livro, Princesa de Rua, com o objetivo de reunir textos inéditos e algumas poesias e crônicas já publicadas no “Coração na Boca”. Para produzi-lo, contou com patrocínio, um projeto de lei de incentivo e muito esforço. Neste embalo, questionada sobre as principais dificuldades e desafios enfrentados pela classe literária, hoje, no país, Fernanda não poupa opiniões:
“A dificuldade é o fato de o brasileiro ler pouco, preferir TV, internet etc. Além disso, os livros não têm um custo baixo, as editoras e distribuidoras ficam com a maior parte do lucro e o escritor tem que se virar pra sobreviver. Eu coordenei todo o processo do livro, sendo que nunca havia feito um na vida. Passei muitas noites em claro, mas o resultado foi ótimo. Estou muito feliz!”
Assim, se para uma maioria as dificuldades são encaradas como empecilhos, a Fê, no maior estilo “artista do próprio convívio”, prefere transformá-las em música e frases, incluindo, nessa mistura, algumas doses de dia a dia, problemas, vitórias, amores e desamores. Para ela, escrever é uma forma de conversar consigo mesma e com o mundo. É o momento onde se sente livre, com todos os pontos e reticências cabíveis no pensamento.
Não há limites ou restrições. Vale escrever sobre tudo, pois, no final, o que fala mais alto é o sentimento. E sobre isso a nossa personagem da vida real sabe bem:
“Aprendi que amor é recompensa pra quem consegue ser fiel a si mesmo. Amor começa dentro da gente”, finaliza.
Lindo, não? Então, aproveitando essa atmosfera romântica, nós, do Blog da Eclectic, lançamos um superdesafio: envie um texto de autoria própria (pode ser poesia, crônica, composição, pensamento…) para blog@eclectic.com.br até às 17h do dia 28 de julho, quarta-feira. O melhor será escolhido pela Fernanda Mello (sim, ela mesma!) e vai garantir para o autor(a) do texto o livro “Princesa de Rua”. Imperdível, não?
Esse foi o jeitinho que encontramos de valorizar a leitura e prestigiar os taaantos escritores queridos que o Brasil abriga. A Fê é um deles. E você também pode ser!